Persistência para modificar a alimentação

Persistência para modificar a alimentação

Pesquisa americana comprova que é possível educar o cérebro para adquirir hábitos saudáveis

Novos estudos do Centro de Pesquisa em Nutrição Humana da Universidade de Tufts e do Hospital Geral de Massachusetts trazem boas notícias para quem se sacrifica para melhorar a alimentação e sofre com a falta de satisfação ao comer. A pesquisa indica que manter hábitos alimentares mais saudáveis por alguns meses podem ensinar o cérebro a responder positivamente a frutas, legumes e grãos e diminuir a sensação de prazer vinda de alimentos gordurosos e de alto teor calórico.

As junkie foods, de acordo com os cientistas, transformam-se em um vício e, se ingeridas regularmente por anos, prejudicam os circuitos neuronais. Para testar a teoria, os investigadores têm estudado como criar um mecanismo de recompensa no sistema límbico do cérebro associada com alimentos e, principalmente, se é possível alterar esse comportamento.

Treze homens e mulheres com sobrepeso foram submetidos a exames de ressonância magnética no início do estudo e, também, após seis meses. Alguns dos participantes entraram em um programa para perder peso e durante um semestre, o resultado foi uma evidente renúncia aos alimentos hipercalóricos e prejudiciais a saúde. Ao longo desse período, o grau de satisfação com o consumo de junkie food foi diminuindo e dando espaço para alimentos saudáveis, mostrando que é possível manter essa preferência.

A educação alimentar começa em casa. Por volta dos dois anos de idade, os pais devem influenciar as crianças a optar sempre por frutas, verduras e grãos saudáveis.

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