Hemorroidopexia: grampeamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico da doença hemorroidária tem sido considerado um procedimento doloroso. O processo de pós operatório é desconfortável e também pode causar o afastamento dos pacientes por tempo prolongado de suas atividades.

Na década de 90, o cirurgião italiano Antonio Longo desenvolveu uma técnica cirúrgica para doença hemorroidária interna e prolapso mucoso do reto.

Essa foi uma tentativa de solucionar o problema das hemorroidas que se exteriorizam quando dilatadas (caso dos graus 2, 3 e 4 da doença hemorroidária). Nesses casos o tecido anal e a mucosa retal também se deslocam em direção à região externa do ânus.

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A hemorroidopexia, também chamada de grampeamento cirúrgico, reduz o alargamento (prolapso) dos mamilos hemorroidários. A técnica levanta e reposiciona a mucosa e, consequentemente, restabelece a anatomia do canal anal ao puxar os mamilos hemorroidários para cima.

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Técnica grampeia tecido e mucosa, fazendo com que essas estruturas retornem à posição anatômica original.

ILUSTRAÇÃO 3

Resultado do grampeamento: Hemorroidas reduzidas.

ILUSTRAÇÃO 5

Ao realizar o grampeamento cirúrgico, o paciente precisa ficar internado, normalmente, apenas um dia.

Como o método de grampeamento preserva o plexo hemorroidário, a dor pós-operação é bem menor em relação à hemorroidectomia.

Geralmente a técnica de grampeamento cirúrgico é recomendada em hemorroidas de segundo, terceiro e quarto graus.

A dor após o procedimento de grampeamento cirúrgico é bem menor do que a  hemorroidectomia.

GRAFICOComo qualquer procedimento cirúrgico, o grampeamento pode apresentar riscos.  Neste método, já foram descritos problemas como perfuração retal, abscesso pélvico, sangramento intraoperatório, estenose, dor crônica, entre outros.

Além disso, com o grampeamento cirúrgico, existe a possibilidade de que as hemorroidas voltem a dilatar. A taxa de reincidência é de 10 a 15%.

Lembrando que os resultados individuais nos pacientes podem variar.

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