Desarterialização

Esta técnica  minimamente invasiva é nova no Brasil. O procedimento é realizado com um anuscópio (equipamento para visualizar o canal retal) que contém um ultrassom (Doppler), para auxiliar o cirurgião a identificar a artéria.

Através do anuscópio faz-se a ligadura, reduzindo o fluxo sanguíneo na hemorroida. Os prolapsos hemorroidários são elevados e fixados no canal anal, fazendo com que o sangramento desapareça.

Desenvolvida pelo japonês Morinaga, em 1994, a técnica ocorre em um ponto do reto que não é inervado por fibras sensoriais, portanto, não doloroso.

A cirurgia é indicada para os casos de hemorroidas de graus 2, 3 e 4 (conheça os detalhes) . A técnica pode ser realizada com sedação analgésica ou anestesia peridural.

O procedimento é simples e pode ser realizado em Day Hospital, ou seja, com apenas um dia de internação.

A recuperação do paciente submetido à Desarterialização Transanal guiada por Doppler é mais rápida que a tradicional. A técnica permite que o paciente volte para casa no mesmo dia e retome suas atividades normais em torno de três a sete dias, com menos dor e baixo risco de reincidência.

O procedimento é simples e o paciente tem alta no mesmo dia. O pós-operatório é pouco doloroso e com baixo risco de sangramento.

Segundo o Departamento de Cirurgia da Universidade de Perugia, na Itália, a Desarterialização Transanal guiada por Doppler apresenta baixa incidência de complicações pós-operatórias.

A técnica é nova, mas tem mostrado bons resultados iniciais, conforme estudo da Universidade de São Paulo (USP), agindo diretamente sobre as hemorroidas e corrigindo suas principais consequências. Apresenta alta taxa de resolutividade de satisfação dos pacientes.

Os pacientes submetidos Desarterialização Transanal guiada por Doppler têm trauma tecidual mínimo, com a distensão mínima do esfíncter e espaço livre entre as ligaduras, sem a ocorrência de incontinência e de trombose.

A técnica não é indicada para pessoas com menos de 14 anos ou em pacientes que apresentam doença inflamatória intestinal.

Por ser um procedimento recente, não existem estudos sobre a evolução da cirurgia em longo prazo.

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