Caminhar ao ar livre alonga a vida

Caminhar ao ar livre alonga a vida!

CaminhadaEstudo feito na Itália comprova os benefícios da caminhada em períodos curtos e distâncias pequenas

Recentemente, a revista “Maturitas Journal” da Organização Internacional EMAS (Sociedade Europeia da Menopausa e Andropausa), publicou um estudo realizado por um grupo de pesquisadores de epidemiologia do hospital Immacolata em Roma, Itália, sobre a longevidade relacionada à atividade física. No trabalho, os pesquisadores acompanharam 152 pacientes idosos por 10 anos.

Os resultados demonstraram que é muito válido caminhar, mesmo que períodos curtos e distâncias pequenas (como um simples passeio de 15 minutos, por exemplo). Na pesquisa, notou-se que os que mantiveram este hábito quatro vezes por semana reduziram, em cerca 40%, o risco de morte em relação aos idosos que caminhavam menos.

Segundo a coordenadora do projeto, Dra. Cristina Fontes, os pesquisadores pontuaram alguns aspectos que explicam os efeitos positivos da caminhada ao ar livre. “Os idosos que se movem tem menor risco de caírem, um melhor estado cognitivo e uma diminuição do risco de doenças cardiovasculares”, comenta.

Outra hipótese para explicar a ligação entre longevidade e passeios ao ar livre é que a exposição ao sol promove a síntese de vitamina D que é responsável por estimular o sistema imunológico.

Um outro estudo feito pela Universidade de Harvard em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos indicou que praticar alguma atividade física nos momentos de lazer, como caminhar ou pedalar no parque, aumenta a expectativa de vida independentemente da intensidade do exercício ou do peso do indivíduo. Os resultados desse trabalho foram divulgados dia pela revista PLOS Medicine.

Os pesquisadores levantaram dados de seis estudos diferentes sobre atividades de lazer. Ao todo, eles estudaram mais de 650 mil participantes de 21 a 90 anos, sendo a maioria acima dos 40 anos. São consideradas atividades de lazer aqueles exercícios que não tem data ou horário certo para acontecer, que não são obrigatórios. Alguns exemplos além da caminhada ao ar livre é o passeio de bicicleta.

Os autores descobriram que o nível mínimo de atividade física para aumentar a longevidade é o acréscimo de 75 minutos de caminhada rápida (ou outra atividade moderada) por semana. Essa atividade acrescenta 1,8 anos na expectativa de vida de uma pessoa acima dos 40 anos de idade, se comparado com alguém sedentário. Os resultados ainda mostraram que esse mesmo exercício se realizado 150 minutos por semana, eleva em 3,4 anos a longevidade de uma pessoa. Se praticado durante 450 minutos semanais, esse aumento chega a 4,5 anos.

Segundo os autores, o exercício físico regular prolongou a vida de todas as pessoas que foram examinadas, independentemente do peso. Eles afirmam que embora haja uma grande quantidade de pesquisas científicas comprovando os vários benefícios da prática de atividade física, nenhum estudo havia estabelecido essa relação tanto para os indivíduos de peso normal quanto aos com obesidade.

 

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