Dormir bem previne doenças

Boa noite de sono ajuda a manter a forma e previne doenças como diabetes

Em apensas três semanas de testes, pacientes com poucas horas de sono apresentaram mudanças significativas na saúde

 

Pesquisadores do Brigham and Women’s Hospital e da faculdade de medicina de Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que interrupções e distúrbios do sono podem causar sérios problemas a saúde, como diabetes tipo II e obesidade.

Os estudos apontaram, também, que poucas horas de sono podem acarretar em mudanças metabólicas, que aumentam os riscos do desenvolvimento das doenças crônicas citadas acima e podem levar a sérias consequências. Dormir pouco ou ter o sono interrompido pode afetar ainda o chamado ritmo circadiano, que representa o ciclo biológico dos seres humanos e é influenciado pela variação de luz e temperatura entre o dia e a noite. O ciclo regula os ritmos materiais e psicológicos do corpo e são responsáveis pela digestão e pela renovação das células, por exemplo. A interrupção deste ciclo gera impactos na quantidade de glicose no sangue e no metabolismo.

Os pesquisadores realizaram testes com 21 pessoas não obesas, entre elas 11 homens e 10 mulheres, que foram dividias em dois grupos: jovens, com idade média de 23 anos e idosos, com cerca de 60 anos. Nenhum dos participantes havia trabalhado em turno noturno nos últimos três anos, nem viajado para outros fusos horários nos três meses que antecederam os testes. Além disso, as 21 pessoas foram instruídas a dormirem ou a, pelo menos, permanecerem na cama por dez horas e a se exporem a luz do dia normalmente nas últimas três semanas antes do início dos estudos práticos.

Durante as três semanas de experimentos, os participantes permaneceram em um laboratório e puderam dormir cinco ou seis horas em um período de 24 horas e simultaneamente, experimentaram um estado semelhante ao de 4 horas de Jet lag por interrupção do ritmo circadiano.

A exposição simultânea à restrição do sono e a interrupção do ritmo circadiano causou uma queda de 32 % na secreção de insulina após a ingestão de uma refeição padronizada. O aumento da glicose no sangue alcançou, em alguns casos, níveis considerados pré-diabéticos. Os participantes apresentaram uma baixa taxa metabólica de descanso (8 %) durante as três semanas de experimentos, que significam um aumento médio de 12,5 pound (6 kg) no peso do corpo em apenas um ano (120 kcal por dia X 365 dias, dividido por 3500 kcal por quilo de massa gorda). Assumindo que não haja mudanças nas atividades realizadas ou na alimentação ingerida pelos participantes, as interrupções e restrições poderiam desenvolver problemas como diabetes e obesidade.

O estudo sugere que os esforços para a redução dos impactos causados a saúde de pessoas que trabalham em turno devem ser focados na melhora e na duração do sono e em estratégias que realinhem o ciclo circadiano.

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